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As
Duas Faces de Apolo
A íntima relação entre a medicina e
as artes
Dr. Álvaro N. de Souza
“Em
As Duas Faces de Apolo, Álvaro N. de Souza apresenta
com precisão e harmonia a estreita ligação
entre a medicina e as artes. (...) A medicina, do ponto
de vista aristotélico-tomista, não é
ciência normativa, e sim arte aplicada, em seu conceito
mais amplo”... Ivo Pitanguy
As “coincidências” médico-artísticas
não estão restritas à mitologia ou
à história da medicina. Fora delas, há
uma série de outros acontecimentos e personagens
intimamente ligados às artes. Eles se repetem dia
a dia, em todas as partes do mundo! À medida que
surgem, é impossível não se perguntar:
trata-se de mera casualidade? Há algo mais que isso?
Não há como evitar o fascínio!
O
famoso personagem inglês, detetive Sherlock Holmes,
por exemplo, teve sua criação cercada por
várias “coincidências médicas”,
a começar pelo criador, o médico e escritor
Arthur Conan Doyle (...).
Uma
das figuras a inspirarem a criação de Sherlock
Holmes foi o próprio professor de medicina de Doyle,
Joseph Bell, descendente de uma família de médicos
em Edimburgo (...). Ele costumava exortar seus estudantes
a usarem os olhos, os ouvidos, o cérebro, o instinto
de percepção e poder de dedução.
No desenvolvimento do personagem, Doyle escreveu: “Eu
pensava no meu velho professor Joe Bell... no seu poder
de detectar os detalhes”. Comentando sobre Doyle,
o professor Joseph Bell, que o considerava um de seus melhores
alunos, disse: “Ele era extremamente interessado em
qualquer coisa relacionada a diagnóstico, nunca se
cansava de procurar todos os pequenos detalhes...”(...).
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